INSTITUIÇÃO - Santa Casa da Misericórdia de Fafe

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O Provedor
VÍtor Ferreira Leite

         Ao longo dos seus 155 anos de vida, a nossa Misericórdia alcandorou-se a níveis de excelência em termos de cuidados assistenciais, designadamente no apoio à infância e à juventude, às pessoas idosas em situação de necessidade ou de dependência e na promoção da saúde, que resultaram da capacidade empreendedora e visão inovadora dos seus dirigentes e colaboradores.

         Correspondem estes apoios sociais aos princípios plasmados no Compromisso da Instituição que, em síntese, visam a proximidade e assistência aos desvalidos, cujo número recrudesce a cada dia que passa e que a sociedade, egoistamente, vai ignorando.
Simultaneamente, tornou-se numa das maiores empresas da economia social da área geográfica onde atua, assumindo-se como exemplo de boas práticas e como agente reputado da economia do terceiro setor.
         Para que tal suceda, muitas foram as pessoas que ao longo deste século e meio de existência deram o seu contributo em prol da dimensão que a Misericórdia alcançou.
        No sentido de que palavras como memória e gratidão não assumam um sentido vão, queremos imortalizar, aqui, aquelas figuras, como verdadeiras heroínas deste movimento cristão, solidário e altruísta.      
        Da mesma forma, reconhecemos e enaltecemos a grandeza humana, o espírito empreendedor e o lavor desinteressado de todos os Irmãos, mesários, colaboradores, beneméritos e trabalhadores que transportaram a Misericórdia até à atualidade.     
        Será, portanto, intuito constante enquanto governarmos esta Instituição, honrar todos quantos têm servido a Santa Casa da Misericórdia de Fafe e perpetuar a sua ação, tendo em consideração os princípios de gratidão, que a doutrina e moral cristã recomendam.                                                                                                                                   
        Assumimos, recentemente, a nobre missão de conduzir os destinos desta secular Instituição, durante os próximos quatro anos. Comprometidos com esta missão, fá-lo-emos com honra, com o maior grau possível de comprometimento, com orgulho, responsabilidade e com enorme desejo de servir.
        Fá-lo-emos, também, com determinação e empenho e em obediência a princípios assentes em valores primordiais, como sejam a lealdade e a honestidade, acompanhados da disponibilidade que o cargo exige e com imprescindível sentido inovador.
        Sentido inovador, porque, mesmo aceitando esta missão de coração aberto e de forma voluntária, temos consciência das dificuldades que a atual conjuntura económica e social nos vai colocar, o que implica que teremos de reinventar estratégias assistenciais, neste período de crise e precaridade.
        Sentido inovador também, porque flagelos sociais como a exclusão e a solidão têm recrudescido por força duma deficiente organização social e económica, que, por sua vez, resultam de contingências da vida moderna, deste tempo novo, do qual emergiu uma crise de afetos, que estará na génese duma latente depreciação da representação social da velhice, obrigando os corpos gerentes das Misericórdias e de outras instituições congéneres a conceberem outros tipos de respostas sociais, fundadas, forçosamente, no quadro axiológico da solidariedade social.
        Por isso, o nosso modelo de intervenção terá de ser rigoroso e, repetimos, inovador, buscando respostas apropriadas aos desafios provenientes do contexto de inserção onde atuamos, assumindo o dever de continuar a apoiar quem mais precisa do nosso auxílio, independentemente da sua condição socioeconómica.
Fazer face a estas necessidades sociais, antigas e novas, não pode passar apenas por eventuais reforços de apoios financeiros públicos, pelos quais teremos cada vez mais de lutar. Tornar-se-á necessário implementar ações que passem por auxílios económicos mais diversificados, onde as subvenções do estado constituam apenas uma entre outras fontes de financiamento.  
        Outro aspeto onde pretendemos intervir será a redução dos custos de funcionamento da Instituição, de molde a reequilibrá-la económica e financeiramente. Uma forma de atingir este propósito poderá passar pela complementaridade entre instituições congéneres, mas também entre estas e as que atuam no âmbito da sociedade civil. Como exemplo referimos a oferta de serviços em rede com instituições que atuam no âmbito das mesmas respostas sociais.  Desta forma erradicaríamos a sobreposição de serviços e equipamentos dirigidos aos mesmos destinatários e potenciaríamos uma maior qualidade e eficácia dos serviços prestados.
        Procurando mudar este paradigma de intervenção social, em que as instituições atuam de costas voltadas, fechadas em si mesmas, muitas vezes em clara concorrência mútua, incrementaríamos uma política de partilha de equipamentos, recursos humanos, ou outros serviços, numa lógica de compromisso coletivo.
        O lema será, como diz o Presidente da União das Misericórdias Portuguesas, “fazer mais com menos”.
        Respeitando os princípios orientadores da economia social, que têm como intento o contributo para a efetivação dos direitos sociais dos cidadãos, é escopo destes órgãos sociais prosseguir os fins já previstos no plano de atividades para 2017, adindo-lhe outros, de caráter mais genérico e transversal a todas as valências da Santa Casa da Misericórdia de Fafe.
        Assumiremos como imperativo prioritário no âmbito da nossa ação, a promoção do bem-estar e qualidade de vida das pessoas, nos domínios em que atua a Misericórdia, como sejam o apoio à infância, à família, às pessoas idosas, não esquecendo o setor da saúde.
        Não esqueceremos a necessidade imperiosa de intervir na reabilitação das infraestruturas, atuando ao nível da sua conservação e promoveremos a rendibilização do património urbano e rústico.
        Olharemos para as estruturas de gestão intermédia com a intencionalidade de as modernizar, criando condições para introdução de algumas soluções tecnológicas que garantam a interoperabilidade entre plataformas digitais, permitindo a difusão da informação entre as diversas valências, de forma célere e eficaz, mostrando também que a Instituição está atenta aos sinais do tempo e aberta aos desafios da modernidade.
        Fomentaremos, no decurso do mandato, o estabelecimento de relações cooperativas com outras instituições, concretamente dos setores público, privado e social, promovendo a identificação de recursos que cada um possa oferecer.  
        Atentaremos nas condições de trabalho dos profissionais da Instituição, verdadeiros baluartes da sustentabilidade da Santa Casa, pois desenvolvem um trabalho a todos os níveis meritório, mas difícil, e absolutamente inestimável. Importa, por isso, valorizar a sua ação e promover formação técnica e profissional, visando a elevação da qualidade dos serviços prestados.
        Em suma diríamos que é sob a orientação dos desígnios aqui manifestados e imbuídos da vontade de servir, que regularemos a nossa intervenção na Santa Casa da Misericórdia de Fafe.

        Assim Deus nos ajude e Nossa Senhora das Misericórdias ilumine a nossa ação.

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ASSEMBLEIA-GERAL

PRESIDENTE: Luís Manuel Gonçalves Marques Mendes (Dr.)
VICE-PRESIDENTE: António Pinto Soares Peixoto (Dr.)
SECRETÁRIO: Manuel Joaquim Pereira Barros (Prof.)

MESA ADMINISTRATIVA
PROVEDOR: Vítor Manuel Monteiro Ferreira Leite (Prof.)
Maria da Conceição Oliveira Costa Castro (Prof.)
Ana Rita Moreira Cima (Dra.)
Paulo Nuno Sousa Dantas (Dr.)
António Lopes Silva
Rosa Maria Sousa Gonçalves Oliveira (Prof.)
José Mário Mendes Pires
António Jorge Fonseca Macedo

DEFINITÓRIO ou CONSELHO FISCAL
PRESIDENTE: Jorge Manuel Monteiro Gomes (Dr.)
VICE-PRESIDENTE: Joaquim Manuel Guimarães Lima
SECRETÁRIO: Manuel Joaquim Monteiro Barros
Manuel Ribeiro João (Dr.)
José Joaquim Silva Leite Dantas
Augusto Araújo Cunha

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Santa Casa da Misericórdia 2015
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